Silva, André Luís
Tudo o que foi discutido em sala de aula com
respeito a Durkheim, lembrei-me de uma música do cearense Belchior: Como nossos pais, brilhantemente
interpretada pela “pimentinha” como era chamada a cantora Elis Regina. Aliás, a
intérprete. Que me perdoe Marisa Monte, Ana Carolina e tantas outras, mas a
interpretação que Elis deu a essa canção é imbatível, incomparável, in... in...
in..., enfim...
Pode ser que no tempo em que o sociólogo francês viveu, vivenciou e
idealizou suas ideias poderíamos dizer:
Eles venceram
e o sinal está fechado
pra nós que somos jovens...
[...]
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação
E eu sinto tudo
Na ferida viva
Do meu coração...
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação
E eu sinto tudo
Na ferida viva
Do meu coração...
Que ninguém vista a carapuça da mesmice, do desânimo, da falta de
criatividade que recai sobre muitos professores, cansados da luta, de nadar
contra a maré de uma educação estruturada em sistemas perversos, da falta de
consciência de nossos brilhantes políticos. O professor, esse herói sem
reconhecimento, menos que um artista mambembe, soldado anônimo, combatente do front, preterido dos “generais” de
gabinete, dos burocratas com PhD em universidades do exterior. Mas a verdade é
essa: há muito tempo os mesmos métodos são utilizados. Muita transformação aconteceu. Educação
libertadora, construtivismo, etc., mas muita coisa continua a mesma.
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
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