LIMA, Francisco Roger Oliveira de Lima
O
presente trabalho possui como objetivo traçar os diversos caminhos realizados
pela Antropologia bem como sua relação com os estudos culturais enfocando no
conceito de cultura. Partiu-se das noções de Antropologia Clássica,
considerando a ideia de Antropologia da Educação e Antropologia na Educação. A
primeira relacionada ao contexto histórico e a segunda as relações entre as duas.
Observemos as noções de multiculturalidade e multiculturalismo, em que o primeiro se relaciona a todas as possibilidades de
diversidade humana e o segundo as formas de intervenção em um contexto
multicultural.Considera-se que as relações entre antropologia, estudos
culturais e educação resultam num campo tensional que diz respeito a duas
dimensões correlacionadas: os paradigmas científicos da modernidade e da
chamada pós-modernidade e os paradigmas pedagógicos que norteiam a educação.
Levam assim a três grandes processos: a) busca pela homogeneização, b)
existência da contradição, c) a ameaça constante do conflito. A cultura é
pensada como emergente da constituição das chamadas humanidades, ainda sob a
égide do positivismo e que originou as diferentes ciências humanas, entre elas,
a antropologia como ciência do homem. A
antropologia é vista como uma construção que se inscreve na história das
relações dos homens entre si. Ainda hoje o saber científico(positivista) e a
necessidade de sua superação marcam os estudos antropológicos. A diversidade
sociocultural dos povos coloniais permitiu o aprofundamento das críticas ao
evolucionismo, denunciou seu etnocentrismo, fazendo com que a alienidade (o
outro de meu mundo como não humano) do momento anterior fosse superada pela
descoberta inicial da alteridade (o outro está no meu mundo e existe em relação
a ele).O culturalismo aliado ao funcionalismo buscará realizar um estudo mais
profundo baseado na compreensão das práticas humanas, ou seja, suas relações. O
estruturalismo e o marxismo permitirão que seja feita uma reflexão mais crítica
e compreensiva da realidade social. Principalmente com o último a ciência terá
um papel mais participativo ampliando o conceito de cultura diante de uma
sociedade de classes. As novas concepções de ciência diziam respeito a um
espaço de fronteira, discutido hoje, em termos da compreensão desse espaço como
de interação, centrado no contato e na comunicação entre sujeitos. O campo educacional
é abrangente e vive uma concepção da realidade social ordenada pelo campo
político e pelas relações de poder. Na ação educativa ou educacional estabelece
modos de como intervir sobre uma dada situação, com o intuito de dar solução ao
que é tido como “problema”. O ser social estabelece uma relação de passividade
em que interioriza sentimentos, hábitos e valores inerentes à ordem social. O
conceito de cultura e o campo que o origina, a antropologia é uma discussão que
ora avança, ora se retrai. O fato exige em apontar para a amplitude do
conceito, para a sua dimensão política e para seu alcance explicativo, para
além da questão simbólica e, portanto, numa visão da ciência antropológica
moderna e crítica. É preciso que se tenha a visão do contexto histórico e sua variabilidade no
tempo e no espaço para que se possa definir autonomia e, portanto um
conhecimento mais engajado.
Palavras
Chave:Antropologia;Cultura;Educação.
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