domingo, 24 de fevereiro de 2013


Antropologia, Educação e   Diversidade
                                                                                                                     
                                                                                                                          Silva, Daiany Nogueira de

Já diziam nossos avós: “Se até os dedos de nossa mão são todos diferentes, imagine as pessoas”. De fato, cada individuo possui um jeito único de ser, com suas particularidades, vivências, experiências e cultura. Gusmão, em sua obra, mostra-nos subjetivamente que, na dinâmica das relações sociais e no “fluxo das trocas”, o ser humano leva consigo um pouco de cada individuo com o qual se relaciona e, da mesma forma, deixa com estes um pouco de si. Essa diversidade e essa mistura de “vidas” ocorrem no campo social e, obviamente, também ocorrem no campo pedagógico e escolar, de maneira a se constituir objeto epistemológico de várias ciências humanas, entre elas, a antropologia, a sociologia e os estudos culturais. A partir de análises bibliográficas e, seguindo o que apontam os estudos antropológicos da educação no decorrer dos tempos, percebe-se que, a escola sempre teve um caráter excludente e, até então, percebia-se que as identidades culturais não eram vistas, não possuíam papel de protagonista no processo ensino-aprendizagem ou eram até mesmo negadas. Com esses estudos antropológicos no campo pedagógico e sua interação com as ciências sociais, foi possível perceber que as relações multiculturais observadas na escola de hoje são reflexos de heranças do passado. Convém observar também que, segundo a autora, os aspectos multiculturais e sociais até então, foram influenciados pelo pensamento positivista incutido à sociedade, de maneira à ilegitimar a diversidade como algo bom ou bem-vindo. Doravante, o conceito de cultura após o século XX aponta para a pluralidade, onde os debates atuais do novo século, a “globalização informacional” e os estudos mais aprofundados nos mostram que estamos vivendo a “Era dos direitos”, e que as culturas até então suprimidas e renegadas tendem a procurar seu espaço no campo tensional educativo. Uma análise mais insistente e aprofundada do texto nos leva a refletir sobre como se dava a relação escola/individuo antes do século XIX e porque essas relações não produzem mais os mesmos efeitos no século XXI.  O fato é que, a contextualização desses problemas e a consequente busca por explicações nos aproximam da realidade dos sujeitos envolvidos, e nos instigam, enquanto futuros professores a nos colocar no lugar do outro (empatia) para melhor entendimento de seus problemas. Nos possibilita compreender como a sociedade enxerga os indivíduos culturalmente diferentes, colocando à prova nosso saber pedagógico e a prática   docente. Logo, com essa nova realidade educacional, cujos pressupostos se fundamentam na diversidade, entende-se que há necessidade de se discutir os novos desafios pedagógicos no processo ensino aprendizagem, buscando atender as demandas multiculturais, tendo a antropologia “na” educação, o baluarte que impulsiona esses estudos a diminuir a distância entre teoria e prática.
Palavras-chave: Antropologia, Diversidade, Educação.


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